Neste
capítulo, sem dúvida, reside a diferença crucial entre as demais seitas e
religiões que adotem um princípio teológico e a parte religiosa espírita,
motivo pelo qual, muitos teóricos insistem em não aceitar a parte
religiosa da codificação. Os principais tópicos serão analisados a seguir.
O Espiritismo:
- Não tem cultos religiosos.
- Não adora imagens nem consagra personalidades.
- Não admite qualquer tipo de infalibilidade, inclusive a mediúnica.
- Não pratica qualquer tipo de rituais.
- Não possui dogmas de fé, nem admite mistérios.
- Não cultiva casta sacerdotal que exerçam a pregação doutrinária remunerada como meio de vida, nem possui missionários ou orientadores doutrinários específicos em sua pregação.
- Não adota o proselitismo nem a catequese.
- Respeita qualquer posição religiosa e não interfere em seus cultos.
- Não admite que as Entidades espirituais manifestas mediunicamente sejam aquinhoadas com qualquer forma de bens e ou utilidades materiais, muito menos bebidas, alimentos e imolações consagradas a elas.
- Não compactua com a fraude fenomênica.
- Não admite interesses pecuniários no exercício de qualquer atividade doutrinária, recomendando que seus adeptos, todos, tenham seus próprios meios de vida exercendo uma atividade profissional.
- Não possui templos religiosos.
- Coloca o estudo e a razão como condições doutrinárias precípuas.
- Não idolatra Deus, nem venera Espíritos ou Entidades mentoras, ama-as, respeita-as e as admira sem cultuá-las como infalíveis ou santificadas. Nem admite infalibilidades.
Só
os que não conhecem as obras de Allan Kardec é que são capazes de afirmar o contrário,
pois o codificador da doutrina espírita não aceita qualquer envolvimento
ritualístico, apesar de saber que o rito é íntimo nas criaturas, mas considera
que seja um entrave ao seu progresso.
Muitos
hão de se chocar com algumas ou até todas as negações; são os que ainda não se
libertaram dos vínculos eclesiásticos e não se livraram do ranço de sua
doutrinação. Não são capazes de resistir às verdades espíritas perante a coação
religiosa imposta à nossa sociedade predominantemente católica durante tantos
séculos.
(Carlos
Imbassahy, do livro: E Deus, Existe...?)
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