Homossexualidade
é a designação que se dá àquelas pessoas que praticam sexo com gênero
semelhante. Essa prática ocorre por uma série de motivos que variam de pessoa a
pessoa que assim procede. Os motivos podem ter causas na indiferenciação
psíquica sexual, no desequilíbrio do chakra genésico, na imitação
comportamental, na curiosidade sexual, na preferência inata ou outros de
natureza não definida. Não há uma causa precisa, nem decorre, como muitos
pensam, do espírito ter tido a encarnação anterior num corpo do sexo oposto.
Outros, absurdamente, pensam que se trata de expiação.
A
homossexualidade não é doença, tampouco significa, a priori, a
existência de um conflito psíquico. Quando ela se apresenta como um conflito
deve a pessoa buscar ajuda profissional para compreender-se e resolver seu
problema. A necessidade de entender-se como homem ou como mulher impõe às
pessoas que se coloquem como homossexuais, quando não se enquadram, pela
preferência sexual que adotam, como típicos de seu gênero. Com isso, perdem a
oportunidade de entender que sua natureza sexual não precisa dos estereótipos convencionais.
Cada ser humano tem seu sexo psíquico (definição sexual) específico. Não
precisa se enquadrar neste ou naquele tipo, nem num terceiro ou quarto.
Definir-se como homem ou como mulher é uma necessidade psíquica para a maioria
das pessoas, por necessidade cultural (meio social), importante para que o
Espírito aprenda a educar sua energia sexual.
O
espírito, psiquicamente falando, não é homem, mulher ou homossexual. Embora
tenha as polaridades psíquicas (masculina e feminina), pode expressar-se dentro
do espectro entre uma e outra. Isso significa dizer que a expressão do
espírito, encarnado ou desencarnado, pode se situar dentro da faixa que vai do masculino
ao feminino. O ser humano não é homem nem mulher.
Ele
se apresenta com uma das denominações por conta da correlação que naturalmente
faz entre a predominância de seu psiquismo e sua anatomia genital.
Ser homossexual
não quer dizer, em se tratando do homem, ter uma ´alma feminina´, isto
é, ser sensível emocionalmente, pois esta característica pode estar presente em
pessoas sensíveis, de ambos os sexos, independentemente de suas práticas sexuais.
Geralmente, para não assinalar a preferência sexual diferenciada de alguém que
é homossexual, especificamente do sexo masculino, afirma-se que a pessoa tem a
´alma feminina´. É importante que aprendamos a respeitar a preferência
sexual das pessoas e que enxerguemos sua individualidade independente da opção
que faça, qualquer que seja. Da mesma forma, ser homossexual, em se tratando da
mulher, não quer dizer ser máscula ou rude, pois tais condições podem estar
presentes em qualquer pessoa.
A
mediunidade não provoca a homossexualidade nem esta contribui para sua
existência. Mesmo que se observe a presença de homossexuais vinculados à
prática da mediunidade formal (no Espiritismo, na Umbanda, no Candomblé e
demais seitas ou religiões mediúnicas), isso não é suficiente para se
estabelecer qualquer relação de causalidade. A mediunidade está presente nos heterossexuais
e nos homossexuais, isto é, em todos os seres humanos, independentemente de sua
opção sexual. O uso da energia psíquica no campo sexual não está associado ao
desenvolvimento da mediunidade, tampouco acelera ou retarda sua expressão.
A
homossexualidade que se observa em certos médiuns ostensivos, quando é vivida
com culpa, interfere nas comunicações mediúnicas por conta da intensidade do complexo
psíquico gerado. As comunicações intelectuais tendem a ter um formato salvacionista
e consolatório muito mais intenso e pesado. Os médiuns ostensivos que são
homossexuais e que carregam uma culpa muito grande, por conta de suas práticas
sexuais, condenadas socialmente, sofrem pela própria discriminação que fazem
consigo mesmos. Sua culpa interfere nos processos mediúnicos e no conteúdo das
comunicações espirituais que porventura emitam.
A
vivência da homossexualidade sem culpa requer a compreensão da própria
personalidade, a fim de não fazê-la sucumbir às exigências coletivas, encarando
o desafio de realizar seu sentido interno de viver. Para isso é preciso
libertar-se dos preconceitos que impedem a felicidade no amor, isto é, amar
outra pessoa como forma de alcançar o sentido supremo de viver, que é ser feliz
sem infelicitar a outrem. A experiência de ser homossexual deve ser validada
quando proporciona o crescimento da pessoa através do amor. Este sim, deve
estar presente qualquer que seja a preferência sexual do indivíduo. Geralmente,
quando lidamos com a homossexualidade, em nós ou em alguém, colocamos em nosso
julgamento a pobreza moral ao emitir juízos de valor. O desequilíbrio
porventura existente numa relação homossexual não está por conta da semelhança
do gênero, mas no psiquismo dos indivíduos, que pode conter complexos desestruturantes.
Nada há no Espiritismo que estimule a prática homossexual, tampouco que a
reprima, pois se trata apenas de uma expressão do Espírito em busca de si mesmo.
Já vivemos a
experiência homossexual em algum período de nossa evolução, por conta da
indiferenciação sexual característica dos primórdios da humanidade.
A
transferência que normalmente os médiuns fazem para com os espíritos que se
comunicam através deles, considerando-os gurus e salvadores, quando não os
consideram santos, impede que eles próprios percebam sua verdadeira natureza.
Tal mecanismo projetivo pode confundir a própria sexualidade do médium, que se
esquece de conservar sua identidade sexual, já que a maioria dos espíritos
desencarnados evita falar com naturalidade sobre sexo.
Sexo
e mediunidade são temas distintos. O desejo sexual mobiliza a energia psíquica
e a mediunidade é um sistema de comunicação espiritual pela via do
inconsciente.
Fonte: Adenáuer
Novaes, Psicologia e Mediunidade
Nenhum comentário:
Postar um comentário